Sexta-feira, 13 de Março de 2009

 

 Peço às altas competências

perdão, porque mal sei ler

p'ra aquelas deficiências

que os meus versos possam ter

 

Quando não tenhas à mão

outro livro mais distinto l

ê estes versos que são

filhos das mágoas que sinto

 

julgam-me mui sabedor´e é tam grande o meu saber que desconheço o valor das quadras que sei fazer

 

quem me vê dirá : não presta nem mesmo quando lhe fale porque ninguém trás na testa o selo de qunto vale

 

Deixam-me sempre confuso as tuas palavras boas por não te ver fazer uso dessa moral que apregoas

Com o mundo pouco te importas        

Porque julgas ver direito                         

Como há-de ver coisas tortas               

Quem só vê em seu proveito

 

Só quando a hipocrisia                       

Cair do seu pedestal  

Nascerá dia após dia

Um sol para todos igual

                                                

Eu não tenho vistas largas                 

Nem grande sabedoria                         

Mas dão-me as horas amargas         

Lições de Filosofia

 

Que o mundo vai mal, dizemos

E vai de mal a pior

E afinal nada fazemos

para que ele seja melhor

                   

Não há nenhum milionário

que  seja feliz como eu

que tenho como secretário

um professor de liceu (3)

 

Quem me vê dirá: não presta

Nem mesmo quando lhe fale

Porque ningém trás na testa

O selo de quanto vale

 

O tal Aleixo, o poeta

Que dizem ser de Loulé

é uma figura incompleta

sem o Magalhães ao pé (3)

 

Fala- Não te faças branco

Não compreendes que de resto

mais vale ser rude e franco

que falsamente modesto?

 

A  arte é dom de quem cria

portanto não é artista

Aquele que só copia

As coisas que tem  à vista 

 

Tu que tens saber profundo 

Que és engenheiro e vês bem

Ergue uma ponte onde o mundo

Passe sem esmagar ninguém (1)

 

Que importa perder a vida

Em luta contra a traição 

se a Razão mesmo vencida

Não deixa de ser Razão

 

Um náufrago quando se estafa

Julga ver - pobre ilusão!

Na rolha de uma garrafa    

A bóia da salvação

 

 

Condecoro o presidente  

e sabem porque razões?! 

por dado a tanta gente 

tantas condecorações (2)

 

Julgando um dever cumprir 

Sem descer no meu critério 

Digo verdades a rir 

Aos que me mentem a sério                

                                              

 

                   

 

 

 

  (1) - dedicado ao engenheiro Laginha Serafim

  (2) esta quadra assenta que nem uma luva ao antigo presidente da República, Dr. Jorge      Sampaio

(3) dedicadas ao Dr, Joaquim Manuel Magalhães

                               

                                                            



publicado por JoseGMestre às 21:10
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